Extensão: 100 metros
Bairro: Paraíso
Lei: 2925/2012

Lourival Elyas nasceu no dia 28 de janeiro de 1935
em Porto União – SC, filho do engenheiro Evêncio Elyas e da professora Iracema
Granier Linz Elyas, seguiu os passos do pai, iniciando aos 11 anos, na
agrimensura e topografia.
Depois de acompanhar Evênclo por seis anos, Lourival diplomou-se técnico
em agrimensura aos 17 anos.
Em 1958 Lourival casou-se com Leonida Mondes Elyas. mudando-se para
Videira – SC. No dia sete de março do ano seguinte, Leonida deu à luz ao primeiro
filho do casal, Janini. Pouco tempo depois, dois novos bebês aumentaram a família.
Carmem Lúcia (18 de novembro de 1960) e Elisabet (19 de janeiro de 1962).
Na década de 1960, mesmo morando em Videira, Lourival passou a atender
alguns clientes em Caçador. A prestação de serviços, que começou com a empresa
Primo Tedesco, na época comandada pelo Comendador Primo Tedesco, estendeu-se
rapidamente a outras pessoas e empresas da cidade. Tudo isto fruto do ótimo
relacionamento profissional e pessoal de Lourival com seus clientes.
No dia 21 de fevereiro de 1966, nasceu o quarto filho do casal Elyas,
Lourival Filho, o último concebido em Videira já que, em fevereiro de 1971 a
família mudou-se definitivamente para Caçador.
A mudança aconteceu porque o mercado de Caçador era mais promissor que o
de Videira, e também a pedido dos principais clientes do patriarca da família
Elyas. E assim, alguns meses depois, nasceu, no dia 20 de agosto de 1971, o
quinto filho do casal, James.
Em Caçador, residindo no bairro Paraíso com a esposa e os filhos,
Lourival passou a atender parcela significativa das empresas e pessoas da
cidade. Na agrimensura foram medidos milhares de hectares, divisões,
inventários e perícias – nestas atuando como perito das partes e do Juiz.
Em meio ao sucesso e prosperidade pela qual passava a família, mais uma
alegria: no dia 18 de fevereiro de 1975 nasceu Luciana Karina, filha caçula de
Leonida e Lourival. Um ano depois do nascimento, o pai de Luciana, foi um dos
pioneiros a absorver e difundir a ideia de que a matéria prima da região, a
araucária, um dia iria acabar e, diante disto, as empresas que quisessem
sobreviver teriam obrigatoriamente que começar a reflorestar com espécies como
pinus e eucalipto.
Para provar isto, Lourival buscou mecanismos através da Lei de Incentivo
ao Reflorestamento. O fruto deste trabalho, desenvolvido em parceria com a
empresa IMARIBO (Industrial Madeireira Rio Bonito), na época uma das maiores
referências em reflorestamento em Santa Catarina, junto ao extinto IBDF (Instituto
Brasileiro de Reflorestamento), foi dele o 2º Projeto Federal brasileiro
aprovado pela Lei de Incentivo ao Reflorestamento.
Preocupado com o futuro do meio ambiente, Lourival sempre defendeu a
bandeira de que toda propriedade deveria preservar uma significativa mata
ciliar bem como o entorno das nascentes dos rios.
Desta forma, ele passou a atuar fortemente em projetos e implementações
de loteamentos na cidade de Caçador, Videira e Fraiburgo, sempre levando em
conta a crescente demanda das cidades. O primeiro dos projetos, em Caçador, foi
o Loteamento Sorgatto, ao fundo do Cemitério Municipal. Lourival construiu ao
todo seis mil lotes. Calculando-se uma média de três pessoas por lote, seriam 18
mil pessoas morando em terrenos implementados e projetados por ele.
Já no ponto de vista tecnológico, Lourival foi um dos primeiros no estado
a utilizar o computador para cálculos topográficos, em 1986. Preocupado com as
questões ligadas a classe dos técnicos, o agrimensor, passou a integrar, nos
anos 90, as comissões do CREA-SC e atuou na fundação da ATESC (Associação dos
Técnicos Industriais de Santa Catarina), assumindo alguns anos depois uma
cadeira como conselheiro do CREA.
Em 1993 Lourival ficou viúvo de Leonida e casou-se, dois anos depois, Com
Célia Fátima Pandini, sua companheira até o último dia de vida.
Em 2003 ele recebeu uma homenagem da ATESC pelos 51 anos de profissão. No
mesmo ano, uma triste notícia veio à tona, foi identificado o câncer no
estômago de Lourival. Ele se submeteu a uma cirurgia para retirada de 75% do
órgão e, apesar das muitas dificuldades provenientes da grande perda de peso
por conta da cirurgia, ele pôde seguir sua vida profissional e pessoal.
Em 2006, Lourival paralisou suas atividades profissionais, completando 54
anos na agrimensura. Durante toda sua trajetória profissional somente por um
curto período ele não atuou na agrimensura, mas em outra atividade ligada a
esta: neste período ele trabalhou como avaliador de propriedades no Banco do
Brasil, para a liberação de financiamento agrícola.
No dia três de janeiro de 2007 Lourival descobriu que estava novamente
com câncer. Desta vez não havia um tratamento possível e a doença acabou lhe
levando a óbito no dia 19 de fevereiro do mesmo ano, ainda no bairro Vila
Paraíso e ao lado da segunda esposa.