Rua Laguna

Extensão: 450 metros
Bairro: Bom Jesus, dos Municípios
Lei 20/1967

No ano de 1967, já se percebiam algumas leis e atitudes tomadas no sentido de organizar a cidade, em franco crescimento. A lei nº 20/1967 é uma prova disso. Nomeava 67 ruas, em diversos loteamentos espalhados pela cidade. Destas ruas, agrupadas nos referidos loteamentos, 9 receberam nomes indígenas, 15 nomes de países, 10 nomes de estados brasileiros, 7 capitais de estados brasileiros, 24 municípios de Santa Catarina, além de 2 nomes próprios de destacados cidadãos caçadorenses.


As ruas denominadas por esta lei que receberam nomes de municípios catarinenses são Araranguá, Biguaçu, Blumenau, Brusque, Camboriú, Concórdia, Criciúma, Florianópolis, Gaspar, Ibirama, Imaruí, Indaial, Itá, Itaiópolis, Itajaí, Itapiranga, Joinville, Laguna, Mafra, Orleães, Palhoça, Tijucas, Tubarão e Urussanga. Destas, as Ruas Gaspar e Indaial não constam no quadro de ruas de Caçador.


Laguna é um município catarinense, situado no litoral sul do estado, distante cerca de 480 quilômetros de Caçador. Transbordando de história, seja qual for o período analisado, Laguna tem importantes marcos a ser destacados.

No início da colonização do Brasil, o território onde seria instalada Laguna constituía a parte mais meridional do Brasil, na Capitania de Santana. Neste município passa a linha imaginária criada no tratado de Tordesilhas em 1494, separando as terras de Portugal a leste e Espanha a oeste. Por este motivo, Laguna tornou-se um importante ponto geográfico para Portugal.

Em 1714 a localidade foi elevada à categoria de vila e criado o município. Em 1847 obteve a categoria de cidade. Laguna é considerado o terceiro município mais antigo de Santa Catarina. Do extenso território original de Laguna, desmembraram-se duas capitais brasileiras: Porto Alegre e Florianópolis, antiga Desterro.

Laguna também é conhecida por ser a terra natal de Anita Garibaldi, personagem importante da história, esposa do revolucionário Giuseppe Garibaldi. A cidade foi palco de importantes batalhas da Guerra dos Farrapos, especialmente na fase da República Juliana, quando foi elevada por Davi Canabarro a capital de um Estado Confederado com a República Rio-Grandense. A própria bandeira do município é inspirada na bandeira da extinta república.

A importância estratégica de Laguna explica-se pela presença de um porto natural, formado pela entrada da Lagoa Imaruí, abrigo para embarcações e demarcado, a partir de 1891 pelo Farol de Santa Marta.

Pode ser observado, especialmente nos meses de junho a setembro, um interessante “trabalho em equipe” entre pescadores artesanais e golfinhos para a captura de peixes, especialmente tainhas.