Extensão: 500 metros
Bairro: Champagnat
Lei 1113/1996
Lino Sperotto, filho de
Giuseppe Sperotto e Lucia M. Batistella, nascido aos 18 de julho de 1927,
nasceu na Itália, no distrito de Breganze, cidade de Vicenza.
Assim que terminou a Segunda
Guerra Mundial, a Itália, assim como a Europa inteira, ficou com a economia
arrasada e num verdadeiro caos. A falta de empregos obrigou um grande número de
italianos, especialmente os mais jovens, a emigrar. Lino Sperotto era um destes
jovens. Veio para o Brasil no ano de 1950. Contava 22 anos naquela ocasião.
Sua mãe Lucia, já viúva,
escreveu para parentes que viviam no Brasil, contando a situação difícil por
que passavam. Pedia a estes parentes o grande favor de providenciar a
documentação necessária para dois de seus filhos e uma filha emigrarem para o
Brasil.
Era exigido, além de um
contrato de trabalho já firmado, o compromisso firmado em cartório de que se o
emigrante não se adaptasse à nova vida, quem o trouxera deveria lhe pagar a
passagem de volta para a Itália.
A irmã de Lúcia, Olinda, e
seus filhos, Luís e Domingos Paganelli, que já viviam em Caçador, acolheram o
pedido e conseguiram a documentação necessária.
Lino chegou ao porto de
Santos sem ninguém para esperá-lo. Domingos Paganelli, que havia recentemente
saído de um período de sete anos de recuperação de um quadro de tuberculose,
iria esperá-lo, mas uma forte gripe o impediu de estar no local para esperar o
primo.
Lino trabalhou inicialmente
como estivador no porto de Santos, juntando dinheiro para a viagem que o
levaria ao encontro de seus parentes.
Juntamente com seu amigo de
infância Mário Caporalli, também imigrante italiano, e o primo Domingos
Paganelli, instalaram uma fábrica de móveis em Caçador. Com pouquíssimos
recursos, mas muita vontade e determinação, conseguiram vencer os obstáculos e
instalar a PASPER, seu primeiro empreendimento.
Quando as encomendas de
móveis começaram a rarear, começaram a vender tábuas de imbuia e dormentes para
a estrada de ferro. Depois, implementaram a primeira fabricação de portas em
série em Caçador.
Mário Caporalli deixou a
sociedade, a empresa passou por diversos percalços e dificuldades, até mesmo um
incêndio que destruiu grande parte do estoque, maquinário e produtos já
produzidos. Mas conseguiram se reerguer, comprar uma reserva florestal de
pinheiros, imbuias e cedros. Houve também o retorno à atividade moveleira,
otimizando o uso da matéria prima.
Uma nova participação societária
entre Paganelli, Nercolini e Lino Sperotto deu origem à MARPI. Com o
crescimento e diversificação de atividades, a própria MARPI teve participação
societária na “Incomóveis”.
Uma nova oportunidade de
negócios se apresentou quando a então “Fábrica de Palitos Record” pretendia
pedir falência, mas possuía uma “faqueadeira”, que produzia lâminas de madeira,
o que permitiu a Lino e a Domingos Paganelli iniciarem uma nova empresa a
“Indústria de Madeiras Tupi Ltda.”
Lino Sperotto ainda
participou da criação da SODOCE em Caçador. Seu último empreendimento foi a
Madeiras e Reflorestamentos Rio Preto Ltda., vendendo madeiras serradas de seu
próprio reflorestamento situado em Rio das Antas – SC. Empreendedorismo,
definitivamente, foi a sua marca.
Naturalizou-se brasileiro no
ano de 1972. Casou-se com Ericka Hartmann Sperotto, com quem teve cinco filhos:
Déborah Lúcia Sperotto, José Vitor Sperotto, James César Sperotto, Marco
Antônio Sperotto e Saulo Sperotto (prefeito de Caçador por três vezes).
Lino Sperotto faleceu aos 06
de junho de 1994, aos 66 anos de idade.